segunda-feira, 31 de agosto de 2009

os filmes que despertam coisas...

Sim, os filmes que vejo despertam coisas em mim, e por ser alguém assim que sente tudo meio intenso demais, chego a conclusão que eu deveria levar tudo menos a sério do que ando levando.
Anticristo é realmente uma obra de arte. O que há de mais fantástico e pavoroso na natureza humana, Lars Von Trier conseguiu colocar dentro de uma sequência poética de coisas e acontecimentos e gritos e....eu fiquei extasiada em ver um filme feito no ano de 2009 de uma forma tão perfeita. Sexo na tela do cinema nunca foi tão poético.
Mas eu aconselho a quem for assistir, não ir sozinho.
E sobre essas coisas que despertam outras coisas, e natureza humana e toda a questão que gira em torno do bem e do mal, tudo isso me deixou estupidamente perturbada.

O que você acha que é mal? Até onde o que fazemos, fazemos por amor, egoísmo, falta de controle? Até onde a falta de controle de um simples comportamento, pode resultar em tragédia?
Até onde o que fiz foi errado, foi ação e reação, foi vingança, foi filha da putice, foi loucura, foi amor insandecido... até onde uma década foi desperdício... O pior erro foi ser a vítima. As vítimas superestimam a capacidade do outro.
Eu me pergunto se sou má, por natureza. E se eu poderia um dia conversar sobre isso e resolver de uma vez por todas o que aconteceu. Nada mais me angustia tanto quando uma década enterrada. Parece um grande pesadelo eu acreditar nestas palavras, que não deveriam ter importância alguma pois nem sei ao menos se são direcionadas a mim, mas que achei tal sentido em cada letra, que pareceu ser perfeitamente direcionada a mim- a nós, em um passado bem distante.
E de repente depois disso tudo ficou muito vazio, e pesado. Como uma coisa pode ser tão pesada, se esta tão vazia... ?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

volta...!

Tive vontade de voltar no tempo hoje, nas aulas de historia da arte da faculdade, quando eu tinha 19 anos e achava tudo aquilo a coisa mais chata do mundo, e dizer a mim mesma- ve se cresce e presta atencao nessa aula, sua puia, porque daqui 5 anos vc vai estar numa sala tendo essa mesma aula, quase cansada querendo ir para casa assistir algum filme, mas suportando tudo porque este eh um dos assuntos que mais de fazem acreditar que vc veio ao mundo para ser fotografa.
Eh mais ou menos isso que eu queria falar, eh....

Tambem com aquela professora maldita que eu tinha, era impossivel gostar de ver os quadros do Degas em um retroprogetor velho e chamuscado...
Ai se eu soubesse que deveria ter aproveitado mais todas aquelas aulas carissimas que o mackenzie me dava, talvez eu nao estaria aqui agora, trabalhando para uma Editora de revistinhas pornos de meia tigela...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

alice in wonderland...


Como me sinto grande demais com tanta criatividade e pensamentos transbordando para além dessas meras e idiotas planilhas de excel... é, às vezes é assim que me sinto, deslocada e trambolhasticamente grande dentro de um lugar que eu não estou cabendo mais...
(foto ao lado- by Annie Leibovitz- Vogue)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

e após a tormenta....a decisão

É, parece que finalmente eu me decidi. Entrei no curso da Pan e acho que me encontrei.
Foi o máximo ouvir todas aquelas frases otimistas do professor sobre como esta o mercado fotográfico, e como podemos realmente trabalhar com tudo aquilo que queremos, se seguirmos adiante.

Bla bla blas a parte, como uma boa publicitária, eu sei que a Pan sabe vender bem o peixe dela, mas sinceramente, acreditei em algumas coisas que ouvi...


Foi extasiante ver todos aqueles livros à venda por ali, vontade imensa de sair comprando tudo.

Desisti do curso de alemão (?) que eu adoraria fazer. Com 2 aulas por semana até às 22:30, será impossível fazer qualquer outra coisa, eu vou ter que ter um tempo para estudar fotografia fora dos horários da Pan, e esse tempo tem o nome de Sábado.


Fiquei mais satisfeita ainda em me tornar a super-mulher ontem: cheguei era mais do que 11 da noite, andei a pé por metade da Matarazzo na chuva, e em 10 minutos cozinhei um arroz (que ficou extremamente salgado, em off...) batatas e carne. O trivial para matar uma fome de mais de 6 horas em jejum que eu estava. E detalhe- fiz tudo isso e ainda tomei banho enquanto o arroz fervia. Meu auge de felicidade foi abrir a porta e ver o a partamento inteiro arrumado, me deu um alívio muito grande não ter chutar coisas pelo quarto enquanto eu ando.


...tirei um peso de 800 toneladas do meu espírito indeciso essa noite....

terça-feira, 11 de agosto de 2009

a rotina...

 Hoje foi mais um daqueles dias em que acordo querendo fazer tudo o oposto do que tenho feito todos os dias. Ontem eu falei uma verdade absoluta que para mim, foi a maior verdade que ja admiti a mim mesma: nao adianta querer levar uma boa vida aos 40 anos e ficar ralando aos 20, se e aos 20 que vc esta tendo a melhor fase da sua vida. Ralar, porque gosta, tudo bem. Mas acordar e escolher camisa social para ir trabalhar as 8 da manha com sono nao faz meu tipo. Se eu tivesse que acordar a essa hora para fazer qualquer outra coisa que nao ficar na frente de um computador atendendo telefonema de editor falido, eu juro que nao ia reclamar. 
 Eu ando tendo ideias e ideias, e coisas soltas me perturbam, nem consegui dormir essa noite... eu deveria...largar tudo e ir viajar? Estive lendo On the Road, do Jack Kerouak (que alias, vale a pena ler a edicao original que estao vendendo agora, onde nao alteraram a forma que ele escreveu as coisas- esta tudo continuo) e isso me influenciou bastante. Porque nao, fazer uma pequena mochila e sair por ai pegando caronas? Porque nao ir para o Chile, Peru, Argentina, ou ate mesmo Nordeste...? 
 Eu penso que ja que nao tenho a menor nocao do que quero fazer com a minha vida profissional, largar tudo e viver a vida no limite seria uma boa escolha.
 Ai hoje me ocorreu que eu deveria montar um bar. Eh, um bar - galeria, onde eu iria expor fotografias e artes de pessoas de todo o lugar, sempre renovando, e a selecao musical seria algo bem forte, um Morphine- preferencia musical atual e pelo jeito continua... (esta super dificil escrever sem acentos mas acabei de comprar um mac e nao estou conseguindo acentuar as palavras ainda...). 
 Eu deveria abrir um bar... na rua augusta mesmo, me virar pra pagar o aluguel de algum ponto e simplesmente tocar a coisa, eu poderia colocar mil decoracoes diferentes e trazer gente diferente todos os dias para dentro do bar, meus dias talvez seriam mais ricos em novidades e menos tediosos.
 Ai cheguei em casa e assisti My Life Without me. E foi uma porrada sentimental no estomago. Que saco, eu nem queria chorar, eu nem estou de tpm, mas foi inevitavel. Se me dissessem que vou morrer em 2 meses, sei la o que eu faria, mas nao ia conseguir guardar isso para mim por tanto tempo. E da um desespero ver aquela paixao transbordando nos dois caras. E ai pensei que eu sou uma pessoa que transborda nas coisas...e talvez seria por isso que eu nao saberia lidar com uma coisa dessas. Eh, eu transbordo de paixao todos os dias....e surto todos os dias com possibilidades...com talvez e com os naos das coisas. 
 E ai como eu queria dormir em paz hoje e nao pensar em abrir bares e fazer cursos de filosofia e nem em quantas fotos ainda tenho que passar de um pc para o outro... gostaria de dormir pesado...eu nao sei dormir pesado, acho fantastico como algumas pessoas conseguem apagar com tanta coisa caindo por tras delas....