sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Estou fechada em uma caixa de concreto , entre outras 50 caixas de concreto iguais, com mais 50 e outras tantas pessoas ao redor, fazendo mil e um tipos de som por todo o dia e noite, e multiplicando isso por outras mil que estão em suas outras caixas de concreto, eu digo e afirmo que é impossível se viver num lugar caótico como esse.
E esse ser ignorante, imbecil, acefalo a qual chamamos de ser humano, chega no nível máximo do seu egoísmo barato, a tal ponto de não se importar se o barulho que ele faz as 2 da manhã esta tirando do sério uma pessoa que simplesmente não dorme há semanas, e tudo o que precisava neste instante era uma boa noite de sono.
As 3 gotas de rivotril que tomei não vão fazer efeito, e obviamente que se eu tomar outras 3, vou levantar 2 dias depois da cama.
Eu sei que tenho sérios problemas com insônia, mas porque todo vizinho de cima tem que arrastar todos os objetos do mundo pelo chão as 2 da manhã??
Neste instante, as unicas coisas que consigo pensar são o que eu poderia fazer para agradecer essa bela noite de sono que não estou podendo ter
- acorda-los com um taco de baseball destruindo suas portas, ao som da nona sinfonia de bethoven no maior estilo laranja mecânica
- colar diversos tridents de hortelã por toda a porta e frente do apartamento, o chiclete mias grudento na face da terra
- pegar uma furadeira e as 7 da manha comecar a perfurar o teto do meu quarto com risadas altas e cara de louca (o que vai ser muito, mas muito facil).

Tudo que sei é que sao quase 3 da manha. Levanto as 7 e meia. Desejo desaparecer.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ai, quando você fica dias sem dormir direito, sem comer direito, sem fazer nada direito...alguma coisa tem que estar acontecendo.

ou...


pode ser apenas TPM.

Juro que às vezes eu adoraria deixar de ser mulher...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009


ótimo para o momento...




Estar em casa enquanto caia o mundo, dormindo com a consciência tranquila.
Mas estupidamente resolvi vir para o trabalho de tarde.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tem momentos em que olhamos para trás e nos perguntamos "como é que deixamos isso acontecer"... ?

ai já não há muito que se fazer...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Eu poderia largar "tudo isso" e começar a acordar todos os dias às 2 da tarde. Sim, começo a achar que minhas idéias loucas tem um fundo de verdade ....

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pessoas ansiosas não sabem ouvir um vou pensar. Não conseguem despertar depois do despertador tocar. Não esperam o outro dizer o sim ou o não, e preferem o não do que o talvez.
Pessoas ansiosas comem quente demais e queimam a garganta, porque esperar esfriar acaba com a vontade de comer. Não suportam a lentidão do transito de São Paulo, e sobem a pé as ruas, mesmo na chuva e sem guarda-chuva. Chegam nos lugares antes de todo mundo, e sabem de cor quantos minutos se passaram olhando de segundo em segundo o relógio do celular. E se martirizam quando se atrasam, se torturam por não estar lá quando todo mundo já está.
Ansiosos sabem que o amanhã não será o hoje, e portanto, se não fizer hoje, não terá amanhã. E ai realizam o de hoje, o de amanhã, e se preocupam com o depois. Dormem e são fáceis de acordar. Ansiosos precisam de silêncio absoluto para descansar, porque a cabeça de um ansioso nunca pára de pensar.
Ansiosos costumam ser intensos. Por querer tudo de forma louca, são exagerados. Amam com afinco, mas se desgarram com rapidez.
Ansiosos são pessoas odiadas ou amadas, sem meios termos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

a paz


O dia acaba e junto dele vem uma porrada de pensamentos. Uma caralhada de ses e talvezes, e uma enorme, mas uma enorme sensação de desassossego. Quando eu me acostumar ao fato de que nunca vou ter uma noite de paz- a não ser com auxílio de remédios e afins- talvez a minha cabeça durma um pouco em melhor.
Para que lutar contra a natureza, se você já sabe que vai ser sempre assim?
Eu já tive aprender a digerir as pimentas da minha vida, agora falta o anti-ácido. Uma grande rodela de anti-arrependimento-do-passado.

Ta aí mais um motivo porque gosto da fotografia. Não tem como se arrepender, nem concertar, nem esquecer, ela tá lá e ponto final, ela não vai sofrer mutações, não vai se descontrolar, é um retrato da realidade sem distorções de um pensamento indeciso e sujo de covardia.

Vou tentar sonhar com São Miguel dos Milagres, o paraíso de todos os paraisos que eu escolheria para me refugiar...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

os filmes que despertam coisas...

Sim, os filmes que vejo despertam coisas em mim, e por ser alguém assim que sente tudo meio intenso demais, chego a conclusão que eu deveria levar tudo menos a sério do que ando levando.
Anticristo é realmente uma obra de arte. O que há de mais fantástico e pavoroso na natureza humana, Lars Von Trier conseguiu colocar dentro de uma sequência poética de coisas e acontecimentos e gritos e....eu fiquei extasiada em ver um filme feito no ano de 2009 de uma forma tão perfeita. Sexo na tela do cinema nunca foi tão poético.
Mas eu aconselho a quem for assistir, não ir sozinho.
E sobre essas coisas que despertam outras coisas, e natureza humana e toda a questão que gira em torno do bem e do mal, tudo isso me deixou estupidamente perturbada.

O que você acha que é mal? Até onde o que fazemos, fazemos por amor, egoísmo, falta de controle? Até onde a falta de controle de um simples comportamento, pode resultar em tragédia?
Até onde o que fiz foi errado, foi ação e reação, foi vingança, foi filha da putice, foi loucura, foi amor insandecido... até onde uma década foi desperdício... O pior erro foi ser a vítima. As vítimas superestimam a capacidade do outro.
Eu me pergunto se sou má, por natureza. E se eu poderia um dia conversar sobre isso e resolver de uma vez por todas o que aconteceu. Nada mais me angustia tanto quando uma década enterrada. Parece um grande pesadelo eu acreditar nestas palavras, que não deveriam ter importância alguma pois nem sei ao menos se são direcionadas a mim, mas que achei tal sentido em cada letra, que pareceu ser perfeitamente direcionada a mim- a nós, em um passado bem distante.
E de repente depois disso tudo ficou muito vazio, e pesado. Como uma coisa pode ser tão pesada, se esta tão vazia... ?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

volta...!

Tive vontade de voltar no tempo hoje, nas aulas de historia da arte da faculdade, quando eu tinha 19 anos e achava tudo aquilo a coisa mais chata do mundo, e dizer a mim mesma- ve se cresce e presta atencao nessa aula, sua puia, porque daqui 5 anos vc vai estar numa sala tendo essa mesma aula, quase cansada querendo ir para casa assistir algum filme, mas suportando tudo porque este eh um dos assuntos que mais de fazem acreditar que vc veio ao mundo para ser fotografa.
Eh mais ou menos isso que eu queria falar, eh....

Tambem com aquela professora maldita que eu tinha, era impossivel gostar de ver os quadros do Degas em um retroprogetor velho e chamuscado...
Ai se eu soubesse que deveria ter aproveitado mais todas aquelas aulas carissimas que o mackenzie me dava, talvez eu nao estaria aqui agora, trabalhando para uma Editora de revistinhas pornos de meia tigela...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

alice in wonderland...


Como me sinto grande demais com tanta criatividade e pensamentos transbordando para além dessas meras e idiotas planilhas de excel... é, às vezes é assim que me sinto, deslocada e trambolhasticamente grande dentro de um lugar que eu não estou cabendo mais...
(foto ao lado- by Annie Leibovitz- Vogue)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

e após a tormenta....a decisão

É, parece que finalmente eu me decidi. Entrei no curso da Pan e acho que me encontrei.
Foi o máximo ouvir todas aquelas frases otimistas do professor sobre como esta o mercado fotográfico, e como podemos realmente trabalhar com tudo aquilo que queremos, se seguirmos adiante.

Bla bla blas a parte, como uma boa publicitária, eu sei que a Pan sabe vender bem o peixe dela, mas sinceramente, acreditei em algumas coisas que ouvi...


Foi extasiante ver todos aqueles livros à venda por ali, vontade imensa de sair comprando tudo.

Desisti do curso de alemão (?) que eu adoraria fazer. Com 2 aulas por semana até às 22:30, será impossível fazer qualquer outra coisa, eu vou ter que ter um tempo para estudar fotografia fora dos horários da Pan, e esse tempo tem o nome de Sábado.


Fiquei mais satisfeita ainda em me tornar a super-mulher ontem: cheguei era mais do que 11 da noite, andei a pé por metade da Matarazzo na chuva, e em 10 minutos cozinhei um arroz (que ficou extremamente salgado, em off...) batatas e carne. O trivial para matar uma fome de mais de 6 horas em jejum que eu estava. E detalhe- fiz tudo isso e ainda tomei banho enquanto o arroz fervia. Meu auge de felicidade foi abrir a porta e ver o a partamento inteiro arrumado, me deu um alívio muito grande não ter chutar coisas pelo quarto enquanto eu ando.


...tirei um peso de 800 toneladas do meu espírito indeciso essa noite....

terça-feira, 11 de agosto de 2009

a rotina...

 Hoje foi mais um daqueles dias em que acordo querendo fazer tudo o oposto do que tenho feito todos os dias. Ontem eu falei uma verdade absoluta que para mim, foi a maior verdade que ja admiti a mim mesma: nao adianta querer levar uma boa vida aos 40 anos e ficar ralando aos 20, se e aos 20 que vc esta tendo a melhor fase da sua vida. Ralar, porque gosta, tudo bem. Mas acordar e escolher camisa social para ir trabalhar as 8 da manha com sono nao faz meu tipo. Se eu tivesse que acordar a essa hora para fazer qualquer outra coisa que nao ficar na frente de um computador atendendo telefonema de editor falido, eu juro que nao ia reclamar. 
 Eu ando tendo ideias e ideias, e coisas soltas me perturbam, nem consegui dormir essa noite... eu deveria...largar tudo e ir viajar? Estive lendo On the Road, do Jack Kerouak (que alias, vale a pena ler a edicao original que estao vendendo agora, onde nao alteraram a forma que ele escreveu as coisas- esta tudo continuo) e isso me influenciou bastante. Porque nao, fazer uma pequena mochila e sair por ai pegando caronas? Porque nao ir para o Chile, Peru, Argentina, ou ate mesmo Nordeste...? 
 Eu penso que ja que nao tenho a menor nocao do que quero fazer com a minha vida profissional, largar tudo e viver a vida no limite seria uma boa escolha.
 Ai hoje me ocorreu que eu deveria montar um bar. Eh, um bar - galeria, onde eu iria expor fotografias e artes de pessoas de todo o lugar, sempre renovando, e a selecao musical seria algo bem forte, um Morphine- preferencia musical atual e pelo jeito continua... (esta super dificil escrever sem acentos mas acabei de comprar um mac e nao estou conseguindo acentuar as palavras ainda...). 
 Eu deveria abrir um bar... na rua augusta mesmo, me virar pra pagar o aluguel de algum ponto e simplesmente tocar a coisa, eu poderia colocar mil decoracoes diferentes e trazer gente diferente todos os dias para dentro do bar, meus dias talvez seriam mais ricos em novidades e menos tediosos.
 Ai cheguei em casa e assisti My Life Without me. E foi uma porrada sentimental no estomago. Que saco, eu nem queria chorar, eu nem estou de tpm, mas foi inevitavel. Se me dissessem que vou morrer em 2 meses, sei la o que eu faria, mas nao ia conseguir guardar isso para mim por tanto tempo. E da um desespero ver aquela paixao transbordando nos dois caras. E ai pensei que eu sou uma pessoa que transborda nas coisas...e talvez seria por isso que eu nao saberia lidar com uma coisa dessas. Eh, eu transbordo de paixao todos os dias....e surto todos os dias com possibilidades...com talvez e com os naos das coisas. 
 E ai como eu queria dormir em paz hoje e nao pensar em abrir bares e fazer cursos de filosofia e nem em quantas fotos ainda tenho que passar de um pc para o outro... gostaria de dormir pesado...eu nao sei dormir pesado, acho fantastico como algumas pessoas conseguem apagar com tanta coisa caindo por tras delas.... 

 

quinta-feira, 30 de julho de 2009

em círculos...


Há momentos na vida em que todo mundo deve passar por uma fase de questionamentos sem fim. Creioque passei por pequenos momentos assim aos meus 17 anos, aos 21, e agora aos 24. Mas confesso que esta sendo extremamente perturbador não saber o que fazer com quase 1/4 de idade.

Quando optei por publicidade, não era bem uma escolha certa, era mais uma questão de proximidade com aquilo que supostamente me deixaria próximo ao que eu gostaria de ser. Mas eu não sabia o que eu queria ser. Aos 17 anos eu queria organizar festivais de banda. É, era isso que eu gostava. Organizar eventos. Então...eu deveria ter caído em alguma produtora de eventos, talvez?

Não, não. Além disso, eu gostava de criar os panfletos para divulgar as bandas. E imprimí-los, e entregar nas portas das escolas. Era divertido. Acho que foi ai que eu caí nas garras da publicidade.

Depois eu vi que trabalhar em agência não era só fazer panfletos, e um salário irrisório de 200, 300 reais por mês não deixaria meu ego contente. Era muito pouco luxo para uma garpta de 18 anos, e eu nem quis tentar. Acho que depois disso, o caminho que segui foi o marketing... e para minha infelicidade, ao invés de cair no marketing propriamente dito, fui cair nas garras das profissões periféricas do marketing- aquelas que ninguém sabe o que significam mas se você esta ganhando 2 mil reais e esta contente, ok, pode ficar.

Gostei de trabalhar em trade, mas sinceramente, não é minha praia ficar em um escriório todos os dias. Eu gostaria de ter mais.

E a fotografia?

Apareceu nos festivais de banda, quando eu estava lá batendo fotos à toa e todo mundo gostava de ver o resultado depois.

E ai eu fui indo, e indo, e descobri uma coisa meio forte nisso tudo. E que não era apenas hobby.

Mas eis que estou aqui, página da Panamericana aberta, página do Senac, Design, Fotografia...o que eu escolho? Parece que isso vai ser o fator determinante da minha vida. É uma daquelas escolhas cruciais que fazemos, e se errar, bem, se errar você vai perder mais 2 anos. Mais 2 anos e eu serei uma quase trintona, sem grana e nem lugar pra morar, desesperada por qualquer merreca de salário.

Engraçado que meu momento de clareza veio na pousada em são miguel dos milgres. Ali, há 800 km de Sao Paulo, eu tive a clareza que precisava para ter vontade de abrir uma pousada no meio do nada e não sair mais de lá...
Com tantas opções, ficou voltei a estaca 0 de tudo.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Fui ao senac, procurar respostas, voltei com uma constatação e mais dúvidas.
E ai no meio de todos os pensamentos de o que fazer e onde fazer o tal curso, passei na frente de um andarilho na rua que estava tocando alguma música que devia ser criação própria, sei lá. Mas ele parou de cantar do nada quando passei, e falou - Senhorita, que ele te ame pra sempre, a tomara!
Quis voltar e perguntar de novo o que foi aquilo, mas ai eu não sabia quem estaria sendo mais louca, eu , ou o cara em soltar uma frase aleatória em meio a tanta gente totalmente direcionada para mim.
E fiquei bem irritada com aquilo.
Agora, mendigos predizem pensamentos ?
Meus anseios e angústias estavam ali, tão estampados para qualquer mortal saber o que eu estava pensando?
Devia estar, eu deixo transparecer.
Eu vi coisas que eu não deveria nunca ter visto. Me fez mal. Derrubou aquele castelinho de vidro que eu estava fazendo. E agora eu fico aqui, ouvindo o que mendigos falam na rua.
Não, não é para sempre. E as coisas mudam o tempo inteiro, e vão mudando mais e mais e quanto mais vc tenta se agarrar às coisas, mais elas se desfazem.
É melhor deixar tudo livre. De uma vez.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

exigência



Essa foto eu tirei em maio ou junho do ano passado.

Eu estava do jeito que eu gostaria de estar. Totalmente livre, com o visual do jeito que eu gosto, alterado ao extremo, e muito, mas muito confiante.

É estranho como pequenas alterações na vida da gente, fazem tudo mudar tanto...

É, felicidade é uma coisa dificil mesmo de se entender. Quando se esta feliz, há o medo em se pensar quando não mais estiver.

Começo a pensar que Felicidade é uma pessoa muito exigente. Assim, exigente porque ela se instala na gente eufórica, e já faz a gente pensar em como vai ser quando ela não mais estiver lá. E ameaça, e diz que vai embora se você não souber cuidar muito bem dela.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Disfarce

Eu gostaria que não houvessem máscaras. Mas ela, parte de mim, planejava fitas e disfarces.
Ele dizia que queria tudo muito claro. Mas suas palavras formaram uma textura àspera, derreteu-se na hipocrisia caramelada, disfarçada de clareza.

Até quando vai me enlouquecer na inconstância de ir e vir? Vou me despedir de você, para não torturar mais minhas idéias.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

covardia?

Não vai para frente, nem para trás. Paralisa. Encosta no telefone e reescreve a mensagem mais trezentas vezes, até acabar o espaço de memória rascunho do celular. E checa o visor uma, duas, três vezes, a cada minuto. É, ninguém ligou, nem vai ligar.
É o tal do gato e rato. Se eu te procuro, você faz pouco caso. Se eu esqueço, você me procura. Se você me procura, faço mais pouco caso ainda do que da última vez, e tenho raiva, muita raiva, porque é claro que a impaciência no coração dos ansiosos é a alavanca de todas as ações- empurra tudo e faz sempre parecer que as coisas deveriam ter acontecido no ontem. Então eu vou sempre procurar, até dar no meu saco , eu me irritar, e finalmente me desprender.
- eu gostaria...
- acho que vou
-acho que não vou
apaga.
-eu pretendo...
- acho que não quero
- você...
apaga.
É a covardia. A filha da puta da covardia em não saber o que fazer, o que dizer, como agir. Gostaria que as coisas se resolvessem sozinhas, e fossem simples, assim, como quando a gente decide comer macarrão ao invés de arroz.
Só que levo pelo menos 1 hora na sessão de massas do mercado para optar por uma marca ou outra. É exigência demais da minha humilde ansiedade querer decidir assim, em um dia, o que vou fazer com a eternidade dos meus sentimentos.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

coragem...

Acordou com a música que ouviu quinhentas vezes em menos de uma semana naquele mês de junho. Acordou, na verdade, antes da música tocar, porque acordar antes do despertador é como uma competição, que todos os dias ela ganha. Ganha porque não se deixa ser surpreendida. É, acordou por vontade própria, e não por causa de um maldito despertador. E não deixou-se ouvir muito da música, já sabe a letra de cor mas ouvir é como voltar no tempo.
E ficou pensando, sentada no vaso, como todos os pensadores-de-vaso matinais devem fazer- e provavelmente, todas as grandes idéias devem sair de lá, e todas as pequenas também, e todas as sem fundamento, e todos os pensamentos loucos e sem sentido. E pensou. Era tão certo. Sabia o que era ser feliz lembrando a sensação de dirigir o carro ouvindo aquela música que tocou por tantas vezes às 11 da noite e às 5 da manhã nas voltas para casa. E se estava sozinha com certeza era melhor, dava para repetir no caminho por mais 2 vezes a mesma música, sem ninguém para reclamar em como gosta de ouvir a mesma música varias vezes.
É , eu gosto do exagero. Vocês que ficam no meio termo, no não esgotamento das coisas, vocês não sabem qual o êxtase de fazer -se tudo até a última gota de vontade dar lugar ao esgotamento.
Era feliz porque sabia que alguém esperava, ansioso a sua vinda. Mas era feliz também porque mesmo que não esperasse, ela iria de qualquer forma. Era feliz porque descobriu que aquilo era o que gostava de fazer, aqueles eram os que ela escolheu para estar, e aquele era o lugar definitivo que ela, extasiada, iria esgotar-se de ir até o momento em que ela não mais quisesse.
E esta é a delícia de ser quem se é.
Era feliz porque a noite iria terminar numa cama, aos sussurros bêbados de amantes ainda não declarados. Iria terminar a noite indo pra casa com vontade de ter mais no dia seguinte. E no dia seguinte, podia optar por não ter, mas o lugar, as pessoas, ainda estariam lá.
E que mal haveria em se ter isso para sempre... meu deus, que mal há em querer este pequeno mundo, regado à pessoas que não querem nada da vida, só um pouquinho, em poucas horas de sua semana... ?
Depois a vida volta à sua normalidade. E ela esta em um lugar que não escolheu,com pessoas que não escolheu, fazendo algo que também não é sua escolha, para matar o tempo até saber qual será, afinal, a sua escolha.
Tem dias que ela não pensa em se casar ou ter filhos. Não quer dividir a cama por dias seguidos com ninguém. Na verdade, ela não quer crescer, nem ter sonhos de gente grande. Ela quer ter finais de semana de risada, insandecidos, sem preocupação, com gente que não quer nada mesmo e que a conhece e não exige respostas.
Na verdade, ela não quer crescer.
10 minutos. É o tempo que leva para pensar, sozinha e com todas as caretas que ela pode fazer sem ninguém ali para julgar. 10 minutos, para se dar ao luxo de admitir que ela adoraria mandar tudo às favas, esquecer que ela tem um coração mole, e partir para outra. E continuar ouvindo aquela música, voltando para casa às 5 da manhã, sozinha.
Mas a música acaba. E , com exceção desse cd, o resto é a trilha sonora de toda a continuação- porque toda história tem uma continuação.
Ela não tem, coragem. É , ela não, tem coragem. O amor faz essas coisas.
Venho encontrando muita gente do passado. Gente que não vejo há anos, 5 anos mesmo, no mínimo. E o mais estranho- eles estão ou morando, ou trabalhando em perdizes. E ai andando de volta para casa, do nada, eu esbarro nessas pessoas. É uma saudade engraçada. Não que eu sinta falta de amigos que nunca mais vi, mas vê-los me trás de volta ao Mackenzie, aos Jucas e às raves e janelas sem aulas que passava nos bares em volta da faculdade, que mal me lembro em dias normais mas vêm à tona quando vejo estas pessoas.

Eu percebi hoje que algumas escolhas que fazemos não devem ser encaradas como definitivas. Quanto maior a definição que você atribui à uma escolha, maior o peso, e maior o sufoco e angústia gerado por um possível erro de escolha.
Sejamos menos definitivos então...
Com essa história de fazer 24 e poucos anos, fiquei séria demais pras coisas simples da vida.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Leio e releio o que escrevi, para ver se dentro daquele dia, dentro daqueles pensamentos, encontro uma resposta para tudo isso.
Para mim, já é a segunda vez que passo pela mesma situação. A mesma loucura de querer levar tudo adiante, mesmo com tudo indo contra.
Parece que eu mesma provoquei essa situação, e sim , acredito na lei da causa e efeito. O famoso efeito borboleta. Mas ali no começo, onde não se sabia de nada um do outro, a única coisa que eu podia ter certeza é de que estava sendo eu mesma. E com o passar dos meses, achei que eu mesma sendo, estava sendo aceita pelo que sou.

Hoje releio coisas...e sinto uma imensa saudade do passado.... e me parece tão gostoso me lembrar dos bons momentos- e só foram bons momentos- que fica difícil imaginar porque não poderiam existir mais bons momentos, se os maus momentos só vieram agora, depois de você me dizer que passou por maus momentos. É estranho pensar que para mim, não houveram maus momentos.

É estranho pensar, que para mim, as coisas iam bem até você me dizer que não vão.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Tem dias que acordo e me sinto vazia. É como se por muitos dias eu estivesse transbordando de alegria e de repente, tudo se esvai ao menor sinal de insegurança.
São poucos os dias que me deixo transbordar.
E são muitos os que eu tenho a certeza de perder.
Isso me irrita e é por isso que estou procurando entender.... chega uma hora que não dá mais para empurrar com a barriga os problemas...
E isso é um problema.

Não sei se é uma loucura da minhca cabeça...muitas vezes os pensamentos se misturam ao que realmente acontece, e eu não consigo distinguir o que é fruto da minha imaginação fértil e o que esta ali, na minha frente de verdade. E diversas vezes, o que estava de verdade na minha frente, eu fiz vista grossa. Incrementei as coisas, tornei tudo poético e fiz minhas soluções dentro da minha própria cabeça. Esqueci de incluir o todo nelas. Era como se o problema fosse sempre dentro da minha cabeça. E até hoje, eu não se é isso mesmo...

Defendo muito o realismo, a verdade nua e crua. As coisas são assim, humanas mesmo. Mas eu caio em contradição quando vejo que, cercada de humanidades, se é que posso usar esse termo, tenho repulsa, um desespero constante de ser atingia pelos atos humanos que me cercam.
E de tanto medo de sofrer no erro dos outros, eu me antecipo...e erro, erro muito, ou parece que erro muito, não sei mais o que faz parte da minha mente ilusionista pregadora de peças ou do meu eu verdadeiro.
Hoje me lembrei do que eu sou quando não tenho medo das coisas. Eu já não sei se essa sou eu mesma... porque alterno entre duas coisas muito opostas, o tempo inteiro. E fico esgotada por alternar tanto o meu jeito em tão pouco tempo.... eu fico puta, putíssima, por não cumprir com as promessas que faço sozinha para eu mesma.
Eu acho uma instrospecção dentro da minha própria falsa extroversão. Eu gostaria de ficar quieta quando na verdade estou gritando e dando pulos de felicidade que deveriam ser contidos, se eu fosse normal como eu deveria ser.
Lógico que eu sei que normal, normal, não existe...mas o descontrole , o desequilíbrio, aquela ânsia de tomar o controle de algo que logicamente esta descontrolado, descambando para a beirada do precipício de novo...é...é isso o que eu faço... ah eu já nem sei mais o que eu faço...

terça-feira, 5 de maio de 2009

... constatações do dia..
estou afugentando as pessoas.
devo estar ficando louca e devo ter começado a agir feito louca. Sem perceber.
ou
devo ser grossa e não percebo também.
De qualquer forma, paira a insegurança...

Estou com vontade de me mudar para outra cidade, mudar de profissão, de tudo, e começar tudo outra vez.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Há poucas coisas que me irritam mais do que intimidade extrema em curto prazo.
Intimidade é uma coisa que se conquista com o tempo, longos anos de conhecimento dos hábitos, costumes, existência de outras pessoas e coisas que se deve ou não fazer.
Há regras sociais que não devem ser transpassadas, e se forem, causam efeito. Sim, é a lei da causa e efeito.
Eu não sou o tipo de pessoa que consegue encarar alguns programas que faço com gente de décadas de amizade, como algo aplicávelpara quem conheço há poucos meses. Penso que, de alguma forma, para fazer tais coisas, se não for melhor amigo ou alguém que no mínimo eu conheço há tempos, então é meu alvo para algo mais no final da noite. E bem, se não foi o alvo, ainda será, porque não acho que climas intimistas assim sejam feitos para amigos de poucos meses.
Mas uma vez transpassada a regra, abre-se espaço para ambos os lados tomarem decisões.
Honestamente, cansei de tudo isso, já passei por essa fase, já superei, já desencantei. Acho que nada é pra sempre mesmo, há coisas na vida que a gente tem uma vez só e acabou. Se for pra ser, vai ser, se não for vai acabar logo porque não sou muito paciente com essas coisas.

Tive minhas idéias ontem, tirei as fotos que quis, faltou luz...sempre falta luz...preciso mudar meus hábitos- ou tiro fotos as 6 da manhã em diante, ou gasto com os fresnels. A casa ficou mais bagunçada, tive preguiça de botar ordem, aquele apartamento é muito grande.
Ainda assim, todo o pique que eu estava para fazer a produção das fotos foi afetado, por causa de uma situação idiota, desnecessária, e incabível para o momento.
Odeio ter que desviar o foco do meu pensamento para estas coisas. É por isso que prefiro não gostar de ninguém.

terça-feira, 21 de abril de 2009

insatisfação crônica

Esses dias eu tenho parado muito para pensar em como é dificil vc administrar todos os setores da sua vida. Em todos os momentos, um deles fica muito forte, e dependendo do que acontece, o restante cai absurdos.
Eu sinto muita saudade do meu tempo de solteira, mas não porque era mais legal ficar piriguetando por ai, e sim porque eu tinha mais tempo destinado a outras coisas, querendo eu ou não , para ocupar a cabeça, e dessa forma eu acaba não deixando os amigos de lado. É impressionante, mas hoje vejo que sim, é impossível não deixar todo mundo de lado, ainda mais quando os amigos não agradam a todos. Eu não sei decidamente administrar direito estas coisas...
E existe um agravante...vão se passando os anos, vão se perdendo contatos. Você percebe que o celular não toca mais, que sua lista de amigos de verdade diminuiu drasticamente, e de repente, todo mundo sumiu. Sou só eu ou será que todo mundo vê essa diferença aos 24 anos ?
Acho que a gente é obrigado a fazer escolhas a vida inteira, mas elas ficam extramamente petulantes depois que vc sai da faculdade. Porque faculdade, não importa se vc tem muitos ou poucos amigos, lá obrigatoriamente vc vai fazer mais amigos. E independente do seu final de semana, todos os dias da semana vc vai ver pessoas. Mas depois que acaba, parece que a vida vira de cabeça para baixo.
É um desespero constante que toma conta de mim. Ou eu me torno uma puta fotógrafa , por um milagre na face da terra, em muito pouco tempo, e deixo de lado toda essa vida social que já não faz parte mais de mim... ou eu começo a surtar daqui a pouco porque, com exceção de amor, todos os setores da minha vida estão defasados.. .

Esses dias alguém no trabalho falou sobre isso. Insatisfação crônica com trabalho. Eu devo ter isso com o resto das coisas também. Mas não acho isso anormal, acho que quem não questiona a vida que esta levando, corre o risco de se foder mais do que quem fica o tempo inteiro questionando....mas o gasto que tenho de pensamentos ruins que me consomem durante o dia é maior...
não sei se eu ando meio paranóica com tudo...ou se é isso é só uma fase.

Bem, de qualquer forma... foi bom respirar outros ares no feriado. Foi bom ver que no final eu posso ficar tranquila com coisas que antes estavam me perturbando bastante. E parece que cada dia que passa eu fico mais e mais apaixonada... não acho que alguma vez na vida eu tenha sentido isso, nem em 9 anos de relacionamento. É, disso eu não posso reclamar... Foi realmente uma coisa inesperada eu ter ficado tanto tempo com alguém que me faz tão bem....sem eu ter acordado um dia pensando que ou não sinto mais nada, ou sinto e ele não sente mais. É....que isso permaneça como esta para eu ter tempo de botar o resto em ordem...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

efeito borboleta


Tenho que fazer muitas coisas em pouco tempo e isso resulta em tempo mal utilizado.

Quando entro no computador da minha própria casa, sou bem menos produtiva do que no trabalho- consigo passar horas nos sites que preciso estar durante o horário comercial, mas quando chega em casa eu me distraio com os meus próprios arquivos.

Eu queria que a vida fosse igual ao filme do Efeito Borboleta. Mas ao invés de diário, era só olhar a foto e voltar no tempo, e mudar tudo. Pra mim, seria fácil, tenho foto de todos os momentos da minha vida. Eu queria mudar tanta coisa para eu não ser do jeito que sou agora....

achei uma pasta, 27 de janeiro de 2007. Lembro bem do calor infernal que fazia esse dia, e nesse dia eu tive aquela coragem que poucas vezes se tem, de tomar decisões bem sem pé nem cabeça mas que depois você agradece à vc mesma por ter tomado. Bem, nesse dia, eu sabia o que fazer mas não me dei ouvidos.


E continuo com o mesmo costume, impressionante. Sabe quando vc sabe que algo vai dar errado, pq esta pré destinado a não dar certo?

Isso não é um pensamento pessimista, embora eu me considere uma de primeira.

E é por isso que adoraria olhar pras fotos, voltar no tempo, e mudar tudo. Pq só somos e agimos da forma como agimos, por conta de toda a experiência de vida que tivemos. E não importa que as coisas, pessoas e fatos não se repitam, vc vai agir da mesma forma, porque é dificil demais mudar, porque existe um padrão para certas coisas, e porque é meio dificil acreditar depois que vc desacreditou.


Eu posso falar, falar e falar, que ninguém vai entender nunca o que realmente é a real...cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é , não é mesmo?


Vou conviver com meus tormentos pra sempre.

perspectiva

Em todas as situações, agimos da forma como agimos por causa de uma complexa trama de coisas que estão embasando nossas atitudes. E às vezes, por causa de uma só mudança, tudo pode mudar de repente de rumo.

Pra mim, dinheiro é uma coisa muito importante. Não que eu seja ambiciosa demais ou materialista ao extremo, mas eu sei que muita coisa não seria da forma como é, se eu não precisasse trabalhar por dinheiro e sim porque gosto. De uma forma bem triste de se falar, a realidade é que aos meus 18 anos eu precisei fazer escolhas rapidas e aos 20 me bateu um desespero- real- de que se eu não tomasse as rédeas da minha vida financeira, eu não poderia ter as coisas que eu queria. E ai eu fui optando por ganhar dinheiro, de alguma forma, e deixei para trás sonhos e aspirações que hoje estão vindo à tona.

Meu pai ter arranjado um emprego, e possivelmente ganhar um pouco a mais do que antes, mexeu com todos os meu sonhos. Estou trabalhando sem parar há 4 anos, sem férias e tentando me bancar sozinha. Seria simplesmente perfeito não ter que me preocupar com a família inteira e ainda ter em quem me apoiar. Sinto como se um peso de toneladas fosse removido de mim hoje.

terça-feira, 31 de março de 2009

atoleiro

A fase de euforia deu lugar instantaneamente à fase do click- estou perdida no mundo.

Dizem que aos 20 e poucos anos, uma profunda crise se instala nas pessoas e faz com que elas pensem além da conta sobre tudo.

Eu gostaria de poder fechar para balanço para fazer as escolhas certas, antes que, como de praxe, as escolhas me escolham.

Mas é uma doce ilusão eu pensar que vou manter a cabeça no lugar e não dar vazão à imensidão de sentimentos que me atolam desnecessariamente quando preciso ser racional.

Se, talvez, eu treinar a minha consciência, pode ser que ela não dê tanto trabalho como vêm dando ultimamente...

Bem, contrariando pelo menos o que normalmente faço quando me apego à idéias- largá-las em menos de 1 semana- eu estou convencida de que devo comprar uma lente melhor para minha câmera. Após inúmeros fóruns, sites e informações soltas, e todo o blablabla que não entendo muito bem sobre termos técnicos que não tenho paciência para compreender, acho que vou adquirir uma tamron 18-50. E algo me diz que se eu não comprar essa lente nessa semana, vou surtar. É, a avalanche de vontades tomou conta do meu ser.

terça-feira, 24 de março de 2009


Eu li o fotolog que eu não entrava há séculos. Foi fonte de tanta discórdia que eu não quis mais ter notícias sobre aquilo tudo...mas ai fui lá ver por curiosidade mesmo, pelos boatos e tudo o mais.
É triste. Acho que eu tive tanta participação no começo de tudo que quando vi uma das fotinhas que eu tirei com tanto gosto, ali, dizendo que acabou-se tudo, me deu uma sensação que eu não sei descrever...
whatever, tudo tem seu começo, meio e fim.
Eu sou meio mestre em prolongar finais. Não sei se há outras pessoas assim, mas já fui cercada de algumas delas.
Prolongo o final, arrasto as coisas até que não sobre mais nada. Deve ser um grave defeito.
Falta 1 hora pra ir embora, e eu to com tanta coisa pra fazer fora daqui que gostaria de sair agora. Fico com a cabeça cercada de idéias....
acordo...modem, usb, dvd, televisão, armário, pagamento, grana, livro, stand center, 25 de março...
volto...livros, dvd, televisão armário, 25 de março, grana, comida, janta, horário. E meu dia acaba assim, sem eu ter feito nada mesmo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

be cool

Ficar em internet esta foda...
Tentei conectar com um fio pela janela dos quartos, não deu certo.
Aliás, ontem passei o dia fazendo serviços pedreiristicos.... conectei uma lampada na fiação do quarto, desmontei cama com chave de fenda, arrumei a luz do banheiro (tudo bem q neste caso era só a chave geral que estava desligada, mas faz de conta que isso foi um trabalho difícil...rsrsrs) e ainda lavei cozinha e banheiro.

E dá para acreditar que depois de ter acordado às 8 da manhã, feito tudo isso, ido até a 25 de março e voltado, eu ainda estava histérica e estressada...a ponto de não conseguir cochilar de tarde?
Olhei para meu velho e bom rivotril, e acho que não poderia ter algo melhor do que ele para me fazer feliz. Infelizmente, ano passado, quando me deram uma nova receita, eu fui idiota e não mandei fazer outro. Como é controlado, eu não posso mais comprar outro, e esse que eu tenho venceu em julho do ano passado. Mas foda-se, fez efeito do mesmo jeito. Dormi pesado, sem sonhos para me atormentar, continuei grogue até de noite e a dose foi suficiente para me fazer dormir até o dia seguinte depois que cheguei em casa.
Eu sei que isso não é a coisa mais digna a ser feita, só que tem horas que eu mesma não me aguento. E ainda não tenho 200 reais por semana para gastar com terapia- talvez 300 para gastar com uma só ida ao psiquiatra para conseguir mais uma receita do santo remédio- mas isso faz com que eu pense que só estou alimentando minha loucura...mas que seja bem macho, bem macho mesmo, quem nunca alimentou suas loucuras nessa vida. A minha, pelo menos , é me desligar antes que um estrago maior seja feito.

Bem, nessas de estar meio desligada do mundo, eu fiz uma mistureba de assuntos que conversei ontem. Não me lembro quem nem o que me falaram direito, mas lembro vagamente de ter me sentido bem quando encontrei uma garota com mais idade que eu ganhando bem menos. Acho que não estou tão mal paga assim. Ela fazia o que eu gostaria de estar fazendo, porém se eu estivesse no lugar dela, não estaria sustenando meus luxos. E é ai que entramos no terreno negro das vontades humanas... sustentar luxo é uma coisa bem bizarra. Quando você não tem , ou não conhece ainda o luxo, ok. Depois que você entrou no mundo dos luxos, meu amigo, esqueça. Voltar é impossível. Eu não troco minha culinária excêntrica por arroz e feijão, não vou deixar de tomar meu Jack e nem meus vinhos de vinte e poucos reais- que só tendem a subir para 30 e poucos reais. Não vou deixar de desejar as lentes de 2 mil reais da canon. Não vou, não quero. Sou teimosa pra cacete mesmo. E sou consumista. Nâo materialista, mas consumista de carteirinha.

E bem, enquanto estou sem internet, vou tentando me organizar por aqui. Em breve vou mudar esse layout, e voltar ao meu mundo de lamuriações on line...

minha nova diversão...


Quem diria... cozinhar!
ultimamente tenho me sentido bem fazendo isso. Talvez seja o novo ambiente, totalmente propício para tais fins.
Após esse final de semana conturbado, paz.
Vou começar a colocar as fotos dos pratos que estamos fazendo aqui...
Válvula de escape. Ahahah

sexta-feira, 20 de março de 2009

shame...

nada melhor do que letras de música para expressar certas coisas inexplicáveis e inexpressáveis que acontecem diariamente comigo...


I felt bad but there was nothing
I could do about it
Nothing I could do to make it go away
I felt bad but there was nothing I could do to change it
Nothing I could do to make things change
This is my shame
I felt bad but I keep trying to kid myself about it
Trying to tell myself it was an honest mistake
I felt bad but what's done is done
Just one thing remains
This is my shame
I know your mad at me
I know you want to cut my throat
I know you think I think it's all a joke
I don't
I felt bad but there was nothing I could do about it
Nothing I could do to make it go away
I woke up and thought
Everything's going to be alright
Everything's going to be ok
Then it hit me like a wave
This is my shame

segunda-feira, 2 de março de 2009

de volta à zona...

Peguei o trem e senti que, apesar da muvuca de sempre, ele esta diferente. Esta pior. Não que esteja mais destruido ou mais cheio. Continua com a mesma afobação das pessoas em querer pegar uma cadeira, e todos continuam se estapeando por um canto. Mas hoje eu presenciei niditamente o inferno que um professor meu de Proxêmica falava que estavamos vivendo, quando eu fazia mackenzie.....
Celular é um aparellho filho da puta.
O trem já estava aquele balaio de gato, eu consegui um lugar para me sentar e ler o livro, que exige certa concentração porque é em inglês, e eu realmente estou meio destreinada e lenta para ler coisas em inglês, ainda mais com gírias e derivados... Mas eu já sou acostumada com aquele cortiço, então tudo ok...até que na estação ,sei lá, Brás eu acho, entram uns 10 adolescentes barulhentos, mas muito barulhentos, todos com o aparelinho maldito ligados em um funk ininteligível, outros com um jogo insuportavelmente alto, todos , e eu digo TODOS ao mesmo tempo. Juro, eu ergui os olhos, para localizar o que estava se passando, porque foi uma coisa realmente pertubadora. E foi assim, o caminho inteiro, aquele funk ligado no viva voz do celular como se fosse do gosto de todo mundo ouvir aquela merda até guaianazes.
É engraçado, e irônico. O cara deve deixar de comer pra comprar um celular com mp3.
E eu, que tenho um mero celular com foninhos bem ruins, tentei inultimente ligar na estação de radio e tentar amenizar o barulho. Ai o trem entrou no túnel, e eu fiquei sem ter escolha. Fui ouvindo o funk, o joguinho pentelho e a menina de 13 anos se amassando com o a cara na porta ao lado.
Sim, ultimamente estou extremamente xenofóbica quanto à massa. Com estas crises todas acontecendo, quem se fode não é nem pobre, nem rico, é classe média que fica no meio do caos. Ai você começa a ficar meio louca da vida, pensando... será que alguém nota estas coisas?
Seu carro é roubado , e não tinha seguro. E não tinha seguro porque seu pai esta desempregado e o seguro não era prioridade. E seu pai esta desempregado porque acreditou que trabalhar em empresa era seguro, e todos tentam levar uma vida honesta ...e ai você esta acostumada a levar essa vida mediana, mas ao menor sinal de crise, bum...tudo vai desabando. Quem tá lá embaixo, nem sente, continua no limbo. Quem tá lá em cima não é atingido, mas quem tá no meio vai levando nabo...E eu não sei se isso vai passando de geração para geração- porque analisando bem, a minha família tem um histórico problemático de renda- ou se em algum momento, há uma catarse em uma das partes da família, e o indivíduo se torna o maior corrupto da história e resolve ganhar rios de dinheiro para mudar o rumo da sua vida. E lógico, quem ganha dinheiro , aqui, ganha de formas ilícitas. Vou virar deputada.... dona de cassino....vendedora de drogas ou algo do gênero.

E continuando a saga do apartamento, ainda não tomei uma decisão. Eu não sei o que pensei da vida quando decidi sair de São Paulo, mas eu sei que eu não estava pensando. Pelo menos não com a cabeça.
Com 24 anos, era para supostamente eu estar com a vida mais ou menos no lugar. Ao invés disso, a única coisa que esta pesando é uma responsabilidade incrível que eu tenho que ter, e que eu não estou sabendo administrar, que é a de como vou ganhar a vida nos meus próximos 50 anos. Eu daria de tudo, tudo mesmo, pra parar um pouco o tempo e decidir melhor o que fzer.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Há momentos na vida da gente que parece que simplesmente todas as nossas crenças vão escorrendo água abaixo...
Ou talvez, já soubessemos que elas não faziam mais sentido, porém há situações que desencandeiam uma série de comprovações de que aquilo realmente não existia.

Acho que todo mundo tem um herói. Uma coisa que você olha e fala, isso é segurança. Não sei se é uma loucura da minha cabeça, mas viver sem um herói dá uma angústia eterna de sempre estar buscando o porto seguro. E cansa, porque você sempre vai achar que a qualquer momento, vai tudo ruir.

O assunto do apartamento esta me deixando louca e se eu não resolver isso nesta semana, não resolvo mais, saio da Abril e volto a morar em Mogi. Tá decidido.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

possiblidades...

Escolha os seus caminhos antes que eles comecem a te escolher. Sim, isso é muito real.

Mas tenho certa impressão de que nem dou tempo dos caminhos pensarem em me escolher, e talvez isso fosse bom.

Todo final de ano é essa explosão de coisas acontecendo, e toda véspera de aniversário eu passo meus piores dias do ano.... o típico inferno astral, dramatizado à nona potência pelo aquarianismo que me persegue. Convenhamos também que ficar sem casa fixa é extressante para qualquer ser humano....

E eu que achava tão interessante fazer uns aninhos a mais, estou me desesperando porque daqui a pouco faço 30 e nem vi a vida passar. Porque a medida que os dias passam, parece que fica mais intensa a vontade de ter/ser alguma coisa?

Não sei...parece que os motivos prevalecem. Estou sempre fugindo de alguma coisa, me agarrando a possiblidades.

Ai como estas possibilidades me estressam....

Você pode ter um emprego, mas não pode ter diversão. Você pode ter diversão, mas então não terá dinheiro. Você pode ter dinheiro, porém não terá amor. Você pode ter amor, e então pode não ser correspondido.
Tenha metas, contanto que elas não te consumam. Tenha ambição mas não esqueça do lado humano. Trabalhe mas não se estresse. Olha, sinceramente, meus neurônios desconhecem a palavra equilíbrio.

e vlabjha vlabjha vblajah...estou morta de sono ...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Vai passando o tempo e as relações humanas ficam cada vez mais difíceis.
Quando se tem 10 anos, a única coisa importante é fazer amigos no colégio. E , se você é tímido, isso é uma tarefa muito filha da puta. Crianças podem ser muito más.
Mas ai você cresce e vai descobrindo os poderes em se ter varios amigos. E isso dura até mais ou menos a faculdade. Ai é aquela troca intensa de pessoas na sua vida.
Mas não sei o que vai acontecendo na cabeça da gente...que vai ficando velha e difícil de lidar, com todo mundo. Fica fácil fácil dizer aquilo que não devia e tomar uma de volta, mais fácil ainda criar inimizades. Parece que os defeitos vão ficando mais evidentes.
Ás vezes, me sinto insuportavelmente chata, e o pior de tudo é que eu sei disso no momento em que estou sendo chata, mas é incontrolável....

E nessa saga insana em que eu me encontro para achar alguém disposto a dividir apartamento....eu paro para pensar como vai ser difícil tolerar essa pessoa. Eu nem a conheço, mas eu já sei que depois dos 20 as relações tenderam a ficar bem pesadas.

Se arrependimento matasse por ter ido embora daquele apartamento....

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

cabeça dura.

Relendo o post anterior, consegui compreender como foi que entrei nessa bola de neve de problemas para início de ano.

Eu consigo atropelar tudo como um trator desgovernado, e afundo depois no próprio buraco que eu fiz. Parabéns, você arranjou um problema a mais para resolver , como se os outros já não lhe tomassem o tempo suficiente.... !

Eu quis indetificar o que foi que me deu para sair fazendo tanta merda. Foi aquele maldito vizinho , é, ele foi o estopim para eu achar que voltar para mogi era a solução. Olha que coisa maluca. Por causa dele, comecei a dormir mal, a pensar mal, a estressar. Ai, uma coisa puxou a outra e sim...vir para Mogi parecia ser a melhor coisa a se fazer.

Então não estranhe se amanhã eu me decidir que morar no Sri Lanka será interessante. Não há meios de algo me convencer o contrário.