sexta-feira, 22 de maio de 2009

covardia?

Não vai para frente, nem para trás. Paralisa. Encosta no telefone e reescreve a mensagem mais trezentas vezes, até acabar o espaço de memória rascunho do celular. E checa o visor uma, duas, três vezes, a cada minuto. É, ninguém ligou, nem vai ligar.
É o tal do gato e rato. Se eu te procuro, você faz pouco caso. Se eu esqueço, você me procura. Se você me procura, faço mais pouco caso ainda do que da última vez, e tenho raiva, muita raiva, porque é claro que a impaciência no coração dos ansiosos é a alavanca de todas as ações- empurra tudo e faz sempre parecer que as coisas deveriam ter acontecido no ontem. Então eu vou sempre procurar, até dar no meu saco , eu me irritar, e finalmente me desprender.
- eu gostaria...
- acho que vou
-acho que não vou
apaga.
-eu pretendo...
- acho que não quero
- você...
apaga.
É a covardia. A filha da puta da covardia em não saber o que fazer, o que dizer, como agir. Gostaria que as coisas se resolvessem sozinhas, e fossem simples, assim, como quando a gente decide comer macarrão ao invés de arroz.
Só que levo pelo menos 1 hora na sessão de massas do mercado para optar por uma marca ou outra. É exigência demais da minha humilde ansiedade querer decidir assim, em um dia, o que vou fazer com a eternidade dos meus sentimentos.

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