terça-feira, 31 de março de 2009

atoleiro

A fase de euforia deu lugar instantaneamente à fase do click- estou perdida no mundo.

Dizem que aos 20 e poucos anos, uma profunda crise se instala nas pessoas e faz com que elas pensem além da conta sobre tudo.

Eu gostaria de poder fechar para balanço para fazer as escolhas certas, antes que, como de praxe, as escolhas me escolham.

Mas é uma doce ilusão eu pensar que vou manter a cabeça no lugar e não dar vazão à imensidão de sentimentos que me atolam desnecessariamente quando preciso ser racional.

Se, talvez, eu treinar a minha consciência, pode ser que ela não dê tanto trabalho como vêm dando ultimamente...

Bem, contrariando pelo menos o que normalmente faço quando me apego à idéias- largá-las em menos de 1 semana- eu estou convencida de que devo comprar uma lente melhor para minha câmera. Após inúmeros fóruns, sites e informações soltas, e todo o blablabla que não entendo muito bem sobre termos técnicos que não tenho paciência para compreender, acho que vou adquirir uma tamron 18-50. E algo me diz que se eu não comprar essa lente nessa semana, vou surtar. É, a avalanche de vontades tomou conta do meu ser.

terça-feira, 24 de março de 2009


Eu li o fotolog que eu não entrava há séculos. Foi fonte de tanta discórdia que eu não quis mais ter notícias sobre aquilo tudo...mas ai fui lá ver por curiosidade mesmo, pelos boatos e tudo o mais.
É triste. Acho que eu tive tanta participação no começo de tudo que quando vi uma das fotinhas que eu tirei com tanto gosto, ali, dizendo que acabou-se tudo, me deu uma sensação que eu não sei descrever...
whatever, tudo tem seu começo, meio e fim.
Eu sou meio mestre em prolongar finais. Não sei se há outras pessoas assim, mas já fui cercada de algumas delas.
Prolongo o final, arrasto as coisas até que não sobre mais nada. Deve ser um grave defeito.
Falta 1 hora pra ir embora, e eu to com tanta coisa pra fazer fora daqui que gostaria de sair agora. Fico com a cabeça cercada de idéias....
acordo...modem, usb, dvd, televisão, armário, pagamento, grana, livro, stand center, 25 de março...
volto...livros, dvd, televisão armário, 25 de março, grana, comida, janta, horário. E meu dia acaba assim, sem eu ter feito nada mesmo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

be cool

Ficar em internet esta foda...
Tentei conectar com um fio pela janela dos quartos, não deu certo.
Aliás, ontem passei o dia fazendo serviços pedreiristicos.... conectei uma lampada na fiação do quarto, desmontei cama com chave de fenda, arrumei a luz do banheiro (tudo bem q neste caso era só a chave geral que estava desligada, mas faz de conta que isso foi um trabalho difícil...rsrsrs) e ainda lavei cozinha e banheiro.

E dá para acreditar que depois de ter acordado às 8 da manhã, feito tudo isso, ido até a 25 de março e voltado, eu ainda estava histérica e estressada...a ponto de não conseguir cochilar de tarde?
Olhei para meu velho e bom rivotril, e acho que não poderia ter algo melhor do que ele para me fazer feliz. Infelizmente, ano passado, quando me deram uma nova receita, eu fui idiota e não mandei fazer outro. Como é controlado, eu não posso mais comprar outro, e esse que eu tenho venceu em julho do ano passado. Mas foda-se, fez efeito do mesmo jeito. Dormi pesado, sem sonhos para me atormentar, continuei grogue até de noite e a dose foi suficiente para me fazer dormir até o dia seguinte depois que cheguei em casa.
Eu sei que isso não é a coisa mais digna a ser feita, só que tem horas que eu mesma não me aguento. E ainda não tenho 200 reais por semana para gastar com terapia- talvez 300 para gastar com uma só ida ao psiquiatra para conseguir mais uma receita do santo remédio- mas isso faz com que eu pense que só estou alimentando minha loucura...mas que seja bem macho, bem macho mesmo, quem nunca alimentou suas loucuras nessa vida. A minha, pelo menos , é me desligar antes que um estrago maior seja feito.

Bem, nessas de estar meio desligada do mundo, eu fiz uma mistureba de assuntos que conversei ontem. Não me lembro quem nem o que me falaram direito, mas lembro vagamente de ter me sentido bem quando encontrei uma garota com mais idade que eu ganhando bem menos. Acho que não estou tão mal paga assim. Ela fazia o que eu gostaria de estar fazendo, porém se eu estivesse no lugar dela, não estaria sustenando meus luxos. E é ai que entramos no terreno negro das vontades humanas... sustentar luxo é uma coisa bem bizarra. Quando você não tem , ou não conhece ainda o luxo, ok. Depois que você entrou no mundo dos luxos, meu amigo, esqueça. Voltar é impossível. Eu não troco minha culinária excêntrica por arroz e feijão, não vou deixar de tomar meu Jack e nem meus vinhos de vinte e poucos reais- que só tendem a subir para 30 e poucos reais. Não vou deixar de desejar as lentes de 2 mil reais da canon. Não vou, não quero. Sou teimosa pra cacete mesmo. E sou consumista. Nâo materialista, mas consumista de carteirinha.

E bem, enquanto estou sem internet, vou tentando me organizar por aqui. Em breve vou mudar esse layout, e voltar ao meu mundo de lamuriações on line...

minha nova diversão...


Quem diria... cozinhar!
ultimamente tenho me sentido bem fazendo isso. Talvez seja o novo ambiente, totalmente propício para tais fins.
Após esse final de semana conturbado, paz.
Vou começar a colocar as fotos dos pratos que estamos fazendo aqui...
Válvula de escape. Ahahah

sexta-feira, 20 de março de 2009

shame...

nada melhor do que letras de música para expressar certas coisas inexplicáveis e inexpressáveis que acontecem diariamente comigo...


I felt bad but there was nothing
I could do about it
Nothing I could do to make it go away
I felt bad but there was nothing I could do to change it
Nothing I could do to make things change
This is my shame
I felt bad but I keep trying to kid myself about it
Trying to tell myself it was an honest mistake
I felt bad but what's done is done
Just one thing remains
This is my shame
I know your mad at me
I know you want to cut my throat
I know you think I think it's all a joke
I don't
I felt bad but there was nothing I could do about it
Nothing I could do to make it go away
I woke up and thought
Everything's going to be alright
Everything's going to be ok
Then it hit me like a wave
This is my shame

segunda-feira, 2 de março de 2009

de volta à zona...

Peguei o trem e senti que, apesar da muvuca de sempre, ele esta diferente. Esta pior. Não que esteja mais destruido ou mais cheio. Continua com a mesma afobação das pessoas em querer pegar uma cadeira, e todos continuam se estapeando por um canto. Mas hoje eu presenciei niditamente o inferno que um professor meu de Proxêmica falava que estavamos vivendo, quando eu fazia mackenzie.....
Celular é um aparellho filho da puta.
O trem já estava aquele balaio de gato, eu consegui um lugar para me sentar e ler o livro, que exige certa concentração porque é em inglês, e eu realmente estou meio destreinada e lenta para ler coisas em inglês, ainda mais com gírias e derivados... Mas eu já sou acostumada com aquele cortiço, então tudo ok...até que na estação ,sei lá, Brás eu acho, entram uns 10 adolescentes barulhentos, mas muito barulhentos, todos com o aparelinho maldito ligados em um funk ininteligível, outros com um jogo insuportavelmente alto, todos , e eu digo TODOS ao mesmo tempo. Juro, eu ergui os olhos, para localizar o que estava se passando, porque foi uma coisa realmente pertubadora. E foi assim, o caminho inteiro, aquele funk ligado no viva voz do celular como se fosse do gosto de todo mundo ouvir aquela merda até guaianazes.
É engraçado, e irônico. O cara deve deixar de comer pra comprar um celular com mp3.
E eu, que tenho um mero celular com foninhos bem ruins, tentei inultimente ligar na estação de radio e tentar amenizar o barulho. Ai o trem entrou no túnel, e eu fiquei sem ter escolha. Fui ouvindo o funk, o joguinho pentelho e a menina de 13 anos se amassando com o a cara na porta ao lado.
Sim, ultimamente estou extremamente xenofóbica quanto à massa. Com estas crises todas acontecendo, quem se fode não é nem pobre, nem rico, é classe média que fica no meio do caos. Ai você começa a ficar meio louca da vida, pensando... será que alguém nota estas coisas?
Seu carro é roubado , e não tinha seguro. E não tinha seguro porque seu pai esta desempregado e o seguro não era prioridade. E seu pai esta desempregado porque acreditou que trabalhar em empresa era seguro, e todos tentam levar uma vida honesta ...e ai você esta acostumada a levar essa vida mediana, mas ao menor sinal de crise, bum...tudo vai desabando. Quem tá lá embaixo, nem sente, continua no limbo. Quem tá lá em cima não é atingido, mas quem tá no meio vai levando nabo...E eu não sei se isso vai passando de geração para geração- porque analisando bem, a minha família tem um histórico problemático de renda- ou se em algum momento, há uma catarse em uma das partes da família, e o indivíduo se torna o maior corrupto da história e resolve ganhar rios de dinheiro para mudar o rumo da sua vida. E lógico, quem ganha dinheiro , aqui, ganha de formas ilícitas. Vou virar deputada.... dona de cassino....vendedora de drogas ou algo do gênero.

E continuando a saga do apartamento, ainda não tomei uma decisão. Eu não sei o que pensei da vida quando decidi sair de São Paulo, mas eu sei que eu não estava pensando. Pelo menos não com a cabeça.
Com 24 anos, era para supostamente eu estar com a vida mais ou menos no lugar. Ao invés disso, a única coisa que esta pesando é uma responsabilidade incrível que eu tenho que ter, e que eu não estou sabendo administrar, que é a de como vou ganhar a vida nos meus próximos 50 anos. Eu daria de tudo, tudo mesmo, pra parar um pouco o tempo e decidir melhor o que fzer.