terça-feira, 27 de julho de 2010

 Estou com a nítida sensação de que de novo fiz tudo ao contrário. Mas será que não vou acertar nunca na minha vida?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Eles

 Eles não são aquele tipo de casal visto todos os dias juntos. Pelo contrário, quando em público e cercado de amigos, nem parece um casal. Não que ela goste de ser assim, meio distante meio nem ai, mas ela também nunca foi cheia de beijos e abraços. Ele é beijos e abraços entre quatro paredes. Ela é quando dá vontade. E assim a vida caminha.
 Não é que se falam como os casais normais, tem vezes que nem se falam. Não que ela também seja muito a favor desta não interação. Mas a melação de uso demais dos artifícios para se falar hoje, irrita. Mais a ele. Na verdade, ele é anti-tecnologia comunicativa. Ela é a favor com os amigos, para marcar coisas. É que ela gosta de marcar coisas de forma mais rápida. Aliás, ela gosta de muitas coisas. Ele, de poucas.
 Acho que ela gosta de quantidade para depois escolher a qualidade. Ele sempre opta pela qualidade, e as vezes perde algumas coisas, assim pela falta de quantidade...

 Sonha com paredes destruidas, água do mar entrando em casa, distante. É a saudade que a pega, mesmo concentrando-se para não ter. Não querer ter saudade é pior do que deixar ela vir.

 É que , apesar dos não abraços e da distância social,  há algum tempo, depois das 6 da tarde, os dois nem perceberam mas deixaram aquela coisa engraçadinha entrar no meio de tudo (a rotina). Mesmo sem falar, sem telefonar, sem mensagensinhas. A cama é dos dois, o apartamento tá lá com cobertor e pipoca no chão, 2 ou 3 copos caídos da semana passada, talvez uma comida caseira esperando. Se pular um dia, parece que ficou faltando um pedaço das horas.

 Mas ela nunca foi fã e rotina e pode ficar feliz uns dias sem a presença dela. Assim que a saudade deixar...assim que ela deixar.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

 Que eu seja chamada de chata, incoerente, louca, exagerada. Que mande eu me ferrar e pode sair andando. Se tem uma coisa que não adimito é a mentira deslavada.
  Cansei de sair perdendo em tudo, quer falar que sou louca, pode falar. Pelo menos dessa vez eu tenho um fato imutável que esta lá, escrito em linhas e muito bem compreendido, não sou burra.
 
   A gente vai engolindo as coisas para não complicar mais ainda a situação, mas nestes casos eu seria uma completa idiota em não falar nada.

   O que eu mais quero agora é ficar sozinha em meu canto, to bem cansada de tudo.
  

segunda-feira, 12 de julho de 2010

blablabla

 A primeira semana dormindo sozinha num apartamento a gente nunca esquece.
 Para mim, calcinha pendurada no box do banheiro, bolsa largada no balcão da sala e meia jogada no corredor é sinônimo de liberdade. E nestes casos pode-se dizer que a liberdade se paga.


 Tenho fundido a cabeça para tomar uma decisão. É tudo contraditório, e ao mesmo tempo, tão certo.
 Aos 25 anos a gente começa a pensar numas coisas meio sem sentido a principio, mas quando você vai ver ao fundo mesmo, a idéia tem fundamento. E quanto mais forma algumas idéias tomam, mais medo temos de tomar A decisão.
 É impressionante a mutabilidade de tudo. Em 1 ano, você olha para trás e diz- É, passou. O quer que você era naquele dia de abril, naquele fim de tarde de julho, naquele verão, nunca mais vai existir. Você tenta então achar a mesma sensação, esbarra em um monte de coisa que não presta, e fica achando que aquilo ali não volta mais.
Eu sou muito agressiva para sentir. Jogo cabeça, corpo e o que mais sobrar em cima de alguma coisa, e ai dessa coisa se ela deixa de ser o que ela era. Posso dizer que meu carma é esse, aceitar a impermanência de todas as coisas.