quinta-feira, 23 de abril de 2009

Há poucas coisas que me irritam mais do que intimidade extrema em curto prazo.
Intimidade é uma coisa que se conquista com o tempo, longos anos de conhecimento dos hábitos, costumes, existência de outras pessoas e coisas que se deve ou não fazer.
Há regras sociais que não devem ser transpassadas, e se forem, causam efeito. Sim, é a lei da causa e efeito.
Eu não sou o tipo de pessoa que consegue encarar alguns programas que faço com gente de décadas de amizade, como algo aplicávelpara quem conheço há poucos meses. Penso que, de alguma forma, para fazer tais coisas, se não for melhor amigo ou alguém que no mínimo eu conheço há tempos, então é meu alvo para algo mais no final da noite. E bem, se não foi o alvo, ainda será, porque não acho que climas intimistas assim sejam feitos para amigos de poucos meses.
Mas uma vez transpassada a regra, abre-se espaço para ambos os lados tomarem decisões.
Honestamente, cansei de tudo isso, já passei por essa fase, já superei, já desencantei. Acho que nada é pra sempre mesmo, há coisas na vida que a gente tem uma vez só e acabou. Se for pra ser, vai ser, se não for vai acabar logo porque não sou muito paciente com essas coisas.

Tive minhas idéias ontem, tirei as fotos que quis, faltou luz...sempre falta luz...preciso mudar meus hábitos- ou tiro fotos as 6 da manhã em diante, ou gasto com os fresnels. A casa ficou mais bagunçada, tive preguiça de botar ordem, aquele apartamento é muito grande.
Ainda assim, todo o pique que eu estava para fazer a produção das fotos foi afetado, por causa de uma situação idiota, desnecessária, e incabível para o momento.
Odeio ter que desviar o foco do meu pensamento para estas coisas. É por isso que prefiro não gostar de ninguém.

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