quinta-feira, 4 de março de 2010

o sonho...

O sonho do chiclete me perseguiu a semana inteira.
É uma coisa tão estranha, que merece ser contada em algum lugar. E até então, eu estava escrevendo em um caderno perdido no quarto, mas o último lápis que existia no recinto quebrou, não nem sombras de um apontador aqui, e eu preciso relatar isso em algum lugar.
Eu fico tentando cuspir o chiclete, e ele vai ficando maior e mais grudento, até que eu começo a tentar tirar ele da boca com a mão. Ai, ele gruda na mão também. E fica impossível falar com essa mistura de babaloo rosa e trident verde que eu aparentemente não consigo me desfazer.
Fiquei semanas sonhando com isso e não faço a menor idéia do que possa ser. Talvez um apelo do meu corpo para que eu pare de levantar todos os dias cedo para aumentar a conta bancária dos meus editores.
Hoje eu queria falar tudo o que eu penso dessa babaquice toda de ter que trabalhar sorrindo. Caralho, roubaram minha carteira, no caos matinal de São Paulo. E eu não tive nem tempo para fazer tudo o que se deve fazer quando isso acontece. Cansei de pegar ônibus com esse monte de gente, e alias, eu to cansada de gente.
Ando cansada de varias coisas. De quando me perguntam O que você faz, Qual sua profissão e coisas do gênero... odeio ter que preencher fichas onde me perguntam o que eu sou. Estes formulários de loja em que perguntam sua profissão, " só para constar". Bem, só para constar, eu estou em crise a uns bons 3 anos e não sei o que eu sou. Quer escrever isso ai? Pode escrever.
Fiz 25 anos, e algumas coisas tem ficado mais claras - e mais cinzas- na minha vida. Uma delas é a certeza de se estar sozinho. A outra é a de que se você não quer estar sozinho, recorra a sua família, mas não tão tarde, pois o abismo pode ser muito grande.
Quanto mais acreditamos nas coisas e pensamos que elas são imutáveis, mais estas coisas fazem questão de nos provar que construímos muitos castelos de areia. E quem souber construir um castelo de pedras me avise, até agora tudo o que consegui foi sujar mais e mais o chão por onde eu passo...

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