Não quis ir contra as coisas que caem do céu, então fui até uma entrevista que era, diga-se de passagem, onde o judas perdeu as botas. Para mim, tudo o que não tem metrô perto torna-se extremamente chato para se estar presente, por toda a questão do trânsito e blablabla de São Paulo. Já até desisti de comentar o trânsito com as pessoas. Se alguém comenta, na verdade, me causa irritação, porque independente do dia e da hora, se não for dia de jogo do Brasil, os carros vão estar todos entupindo as ruas, a Teodoro Sampaio vai estar parada (isso é como se fosse uma frase santa: a Teodoro nunca esta sem trânsito. Nunca.) e os ônibus vão estar se movendo bem lentamente, independente do sinal verde.
Bem, sai de casa 3 horas antes. Dei baixa em minha carteira de trabalho, fiquei impressionada com o desvinculamento que senti na mesma hora- aquele lugar não faz parte mais da minha vida- por enquanto. Cheguei em ponto na estação de trem, e vi que o caos estava formado na marginal. Bem, sem dinheiro nenhum, peguei o táxi e já avisei que ia ter que procurar um banco. O taxista era meio surdo.
Repito: peguei um taxista meio surdo. Óbvio que a cada 3 palavras que eu dizia, ele me interrompia com um "Hã?" desesperado. Achei que eu poderia estar falando rápido demais. Passamos 3 bancos. Ele não conseguiu parar em nenhum, e quando chegamos do outro lado de uma ponte, não fui capaz de achar nenhum outro banco para tirar dinheiro. O taxímetro rodando. Vamos ter que voltar pra Faria Lima... "Hã?" "é, voltar, achar um banco, entendeu?". Coitado. No final ele sentiu compaixão pelo meu desespero de ter que pagar o quadruplo do que eu teria dar se não fosse o banco, me deu um desconto de 2 reais.
Para me deixar maluca da vida, desci no local e notei que sim, havia um Unibanco com letras garrafais bem ao lado. Ainda desci no lado errado da avenida, o que me fez ficar mais de meia hora tentando atravessar uma "marginal pinheiros 2".
Contei quanto tempo as pessoas levam para passar pela catraca dos ônibus naquele ponto entre Consolação e Paulista. REPARE bem que há sempre uma fila de ônibus bem ali naquela curva, quando acaba a Dr. Arnaldo, e que o sinal abre e fecha milhões de vezes e nenhum ônibus se move. Cada passageiro leva em média 3 a 5 segundos para passar pela catraca- isso os mais espertos, com cartão nas mãos. Ai tem os desavisados, em que o crédito acabou e o cara fica lá procurando as moedas. Tem ainda o que tenta 3 vezes antes de procurar as moedas, esse leva 15 segundos. Depois vêm os lerdos de verdade. Tartaruga mesmo. Dá passos lentos e passa pela catraca praticamente deitando no cobrador. Agora soma 20 pessoas entrando em um ponto, ao mesmo tempo (porque ninguém pode esperar o ônibus de trás.). E lá se vão 20 minutos, meia hora.
Preciso falar que ao meu lado tem que ter uma maria-tenho-crédios-para-ligar-até-para-o-japão ?
Deveria haver naquelas placas internas de aviso dos ônibus uma bem grande "proibido falar alto no celular". Pensei em diversas placas que poderiam existir nesse trajeto em que fiquei esperando todos entrarem lentamente pela catraca. Bancos reservados deveriam também permitir mulheres com salto alto acima de 3 cm. É desumano andar pelo corredor de um ônibus com salto alto.
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