De tarde muitas conclusões pipocaram em minha cabeça. Como sempre, não vou lembrar nem de metade do que eu estava mastigando durante a tarde toda com meu cérebro que hoje fundiu.
Acho que minhas reações estão ficando imprevisíveis e isso esta me deixando para baixo. Eu não deveria ter saído para o lugar que todo mundo estaria presente. A dor é menor se me conformo em não fazer parte das coisas que acho que fazem parte de mim.
E foi isso uma das coisas mascadas hoje. O que sou eu, o que acho que é o outro, mas também é meu. Tudo sempre anda como se um pedaço de mim estivesse sempre faltando. E é terrível acordar sentindo-se mais uma vez despedaçada.
Voltei a ter 10 aninhos ontem. Como nos bailinhos de colégio, que eu quando era criança detestava. Eu fui uma menina muito tímida no começo do colégio. A garotinha deslocada do óculos grande e cor de rosa.
Me espatifei no chão e não consegui levantar. Fiquei olhando para as minhas mãos, imaginando que eu poderia cavar um buraco, e me teletransportar para meu quarto, `a prova dos sentimentos mais cretinos que me rondavam e agora estavam ali, se manifestando numa ebriedade insana.
Não sou apegada a bens materiais, mas perder meu defy foi golpe baixo.
Eu poderia morrer só um pouquinho hoje. Ou uma boa alma poderia me levar embora de São Paulo, para bem longe de Mogi, numa casa onde eu nunca pisei, com música que não conheço, um espaço sem meu passado.
Quando me sinto pra baixo, tento lembrar o que me fazia ficar bem. Esta um pouco perdido, como toda a bagunça das coisas em minha vida...
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