segunda-feira, 12 de julho de 2010

blablabla

 A primeira semana dormindo sozinha num apartamento a gente nunca esquece.
 Para mim, calcinha pendurada no box do banheiro, bolsa largada no balcão da sala e meia jogada no corredor é sinônimo de liberdade. E nestes casos pode-se dizer que a liberdade se paga.


 Tenho fundido a cabeça para tomar uma decisão. É tudo contraditório, e ao mesmo tempo, tão certo.
 Aos 25 anos a gente começa a pensar numas coisas meio sem sentido a principio, mas quando você vai ver ao fundo mesmo, a idéia tem fundamento. E quanto mais forma algumas idéias tomam, mais medo temos de tomar A decisão.
 É impressionante a mutabilidade de tudo. Em 1 ano, você olha para trás e diz- É, passou. O quer que você era naquele dia de abril, naquele fim de tarde de julho, naquele verão, nunca mais vai existir. Você tenta então achar a mesma sensação, esbarra em um monte de coisa que não presta, e fica achando que aquilo ali não volta mais.
Eu sou muito agressiva para sentir. Jogo cabeça, corpo e o que mais sobrar em cima de alguma coisa, e ai dessa coisa se ela deixa de ser o que ela era. Posso dizer que meu carma é esse, aceitar a impermanência de todas as coisas.

Um comentário:

Paula disse...

Ao mesmo tempo que você se liberta, pelo fato de estar sozinha em casa ou de qualquer outra coisa, seus pensamento vagam para um lugar que eu nunca estive antes. Qual o segredo?

hahaha.. Beijos... Paula!