A primeira semana dormindo sozinha num apartamento a gente nunca esquece.
Para mim, calcinha pendurada no box do banheiro, bolsa largada no balcão da sala e meia jogada no corredor é sinônimo de liberdade. E nestes casos pode-se dizer que a liberdade se paga.
Tenho fundido a cabeça para tomar uma decisão. É tudo contraditório, e ao mesmo tempo, tão certo.
Aos 25 anos a gente começa a pensar numas coisas meio sem sentido a principio, mas quando você vai ver ao fundo mesmo, a idéia tem fundamento. E quanto mais forma algumas idéias tomam, mais medo temos de tomar A decisão.
É impressionante a mutabilidade de tudo. Em 1 ano, você olha para trás e diz- É, passou. O quer que você era naquele dia de abril, naquele fim de tarde de julho, naquele verão, nunca mais vai existir. Você tenta então achar a mesma sensação, esbarra em um monte de coisa que não presta, e fica achando que aquilo ali não volta mais.
Eu sou muito agressiva para sentir. Jogo cabeça, corpo e o que mais sobrar em cima de alguma coisa, e ai dessa coisa se ela deixa de ser o que ela era. Posso dizer que meu carma é esse, aceitar a impermanência de todas as coisas.
Um comentário:
Ao mesmo tempo que você se liberta, pelo fato de estar sozinha em casa ou de qualquer outra coisa, seus pensamento vagam para um lugar que eu nunca estive antes. Qual o segredo?
hahaha.. Beijos... Paula!
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